Reoneração da Folha de Pagamento em 2026: O que muda e como o RH deve se preparar
- Labortime

- 19 de jan.
- 4 min de leitura
A desoneração da folha de pagamento foi uma política adotada pelo governo federal com o objetivo de reduzir os encargos trabalhistas de setores específicos, substituindo a contribuição previdenciária patronal incidente sobre a folha por uma alíquota aplicada sobre a receita bruta.
Com a sanção da Lei Federal nº 14.973/2024, entrou em vigor um cronograma de reoneração gradual e cumulativa da folha de pagamento, que se estende até 2028.
Reoneração da Folha de Pagamento

Em 2026, as empresas já se encontram em um estágio mais avançado dessa transição, o que torna o tema ainda mais relevante para o planejamento financeiro, fiscal e trabalhista das organizações.
Nesse cenário, as empresas precisam reavaliar custos trabalhistas, ajustar orçamentos e adotar estratégias que minimizem os impactos do aumento da carga tributária, sem comprometer a competitividade e a sustentabilidade do negócio.
Neste artigo, abordamos o conceito de reoneração da folha de pagamento, o que muda especificamente em 2026, os setores mais impactados, os reflexos no planejamento financeiro e as principais alternativas para reduzir custos trabalhistas. Também destacamos como o Departamento Pessoal pode se preparar para garantir conformidade legal e eficiência na gestão da folha.
O que é a reoneração da folha de pagamento?
A reoneração da folha de pagamento consiste na retomada progressiva da tributação previdenciária patronal sobre a folha salarial, substituindo o regime de desoneração que vigorou até o final de 2024.
Durante o período de desoneração, empresas de determinados setores puderam recolher a contribuição previdenciária com base na receita bruta, e não sobre a folha de salários, o que reduziu significativamente os encargos trabalhistas.
Com a nova legislação, esse benefício está sendo gradualmente encerrado. O cronograma de transição definido em lei é o seguinte:
2025: 5% sobre a folha + alíquota sobre a receita entre 0,8% e 3,6%;
2026: 10% sobre a folha + alíquota sobre a receita entre 0,6% e 2,7%;
2027: 15% sobre a folha + alíquota sobre a receita entre 0,4% e 1,8%;
2028: retorno integral aos 20% sobre a folha e extinção da tributação sobre a receita bruta.
Em 2026, portanto, as empresas já enfrentam um aumento relevante da carga previdenciária sobre a folha, o que exige maior rigor no controle de custos, no planejamento tributário e na gestão de pessoas.
O que muda na prática em 2026?
O ano de 2026 marca uma intensificação da reoneração, com reflexos diretos na estrutura de custos das empresas. Entre os principais impactos, destacam-se:
Elevação da contribuição previdenciária patronal sobre a folha, que passa a 10%, aumentando o custo direto da mão de obra;
Redução gradual da alíquota sobre a receita bruta, diminuindo o efeito compensatório existente nos anos anteriores;
Maior pressão sobre o orçamento de pessoal, exigindo ajustes mais precisos no planejamento financeiro;
Necessidade de maior integração entre RH, Departamento Pessoal, Fiscal e Contabilidade, para garantir apuração correta dos encargos e cumprimento das obrigações acessórias.
Mesmo sendo uma transição gradual, os efeitos já são significativos e demandam uma postura mais estratégica das lideranças e das áreas administrativas.
Principais setores impactados pela reoneração
A reoneração afeta principalmente os setores que foram historicamente beneficiados pela desoneração da folha, especialmente aqueles com alta intensidade de mão de obra. Entre eles, destacam-se:
Tecnologia da Informação (TI);
Construção civil;
Transportes;
Indústria têxtil e calçadista;
Comunicação.
Para essas empresas, o aumento dos encargos previdenciários pode impactar diretamente margens de lucro, preços, investimentos e estratégias de crescimento.
Alternativas para reduzir os custos trabalhistas em 2026
Diante da reoneração, algumas estratégias podem ser adotadas para mitigar os impactos financeiros:
Planejamento tributário
A revisão do regime de tributação e das práticas fiscais permite identificar oportunidades legais de economia e melhor enquadramento da empresa frente à nova realidade tributária.
Revisão de políticas de remuneração e benefícios
Renegociar benefícios, ajustar políticas internas e buscar modelos mais eficientes de remuneração podem contribuir para o equilíbrio financeiro, sem perda de atratividade para os colaboradores.
Flexibilização da jornada e banco de horas
A adoção de banco de horas e modelos de jornada flexível ajuda a controlar custos com horas extras e encargos adicionais, mantendo a produtividade.
Automação e digitalização do RH e DP
O uso de softwares de gestão de folha de pagamento e a automação de processos reduzem erros, retrabalho e riscos trabalhistas, além de proporcionar maior controle sobre tributos e encargos.
Terceirização de serviços
Quando alinhada à legislação vigente e à estratégia do negócio, a terceirização pode ser uma alternativa para reduzir custos operacionais e encargos sociais.

Como o Departamento Pessoal deve se preparar em 2026
Em um cenário de reoneração mais avançada, o Departamento Pessoal desempenha um papel fundamental para garantir conformidade e eficiência. Algumas ações essenciais incluem:
Atualização constante sobre legislação, alíquotas e regras previdenciárias;
Adequação dos processos internos ao novo modelo de tributação;
Uso de sistemas de folha de pagamento atualizados e integrados ao eSocial;
Atenção às notas técnicas e orientações dos órgãos oficiais;
Comunicação clara com os colaboradores sobre possíveis impactos em encargos e benefícios;
Capacitação contínua da equipe de DP e RH.
Como a tecnologia apoia a adaptação à reoneração
A reoneração da folha de pagamento em 2026 representa um desafio concreto para as empresas, mas também reforça a importância de investir em tecnologia, automação e gestão eficiente.
Soluções modernas de folha de pagamento permitem automatizar cálculos, integrar informações fiscais, reduzir riscos de inconsistências e garantir conformidade com a legislação trabalhista e previdenciária.
Empresas que contam com sistemas robustos e parceiros tecnológicos confiáveis estão mais preparadas para enfrentar os desafios da reoneração, mantendo produtividade, controle de custos e segurança jurídica.
A Labortime apoia organizações na atualização tecnológica do Departamento Pessoal e na adoção de práticas eficientes de gestão da folha, ajudando sua empresa a atravessar esse período de transição com mais tranquilidade e previsibilidade.
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